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-
author: 'Dave Bodenstab'
email: [email protected]
description: 'Uma descrição das diversas tecnologias de fontes no FreeBSD e como usá-las com diferentes programas'
subtitle: 'A Tutorial'
tags: ["Fonts", "syscons", "X11", "Ghostscript", "Groff", "guide", "tutorial", "FreeBSD"]
title: 'Fontes e FreeBSD'
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= Fontes e FreeBSD
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Resumo
Este documento contém uma descrição dos vários arquivos de fontes que podem ser usados com o FreeBSD e o driver syscons, X11, Ghostscript e Groff. Exemplos de receitas são fornecidos para alternar o display syscons para o modo 80x60 e para usar fontes type 1 com os programas de aplicativos mencionados acima.
'''
toc::[]
[[intro]]
== Introdução
Existem muitas fontes disponíveis e alguém pode perguntar como usá-las com o FreeBSD. A resposta pode ser encontrada pesquisando cuidadosamente a documentação do componente que deseja utilizar. Isso pode ser muito demorado, portanto, este tutorial é uma tentativa de fornecer um atalho para outras pessoas interessadas.
[[terminology]]
== Terminologia Básica
Existem muitos formatos diferentes de fontes e sufixos de arquivos de fontes associados. Alguns que serão abordados aqui são:
[.filename]#.pfa#, [.filename]#.pfb#::
Fontes PostScript(R) type 1. O arquivo [.filename]#.pfa# é a forma __A__scii e o arquivo [.filename]#.pfb# é a forma __B__inária.
[.filename]#.afm#::
As métricas da fonte associado com a fonte type 1.
[.filename]#.pfm#::
As métricas da fonte para impressora associadas com a fonte type 1.
[.filename]#.ttf#::
Uma fonte TrueType(R)
[.filename]#.fot#::
Uma referência indireta para uma fonte TrueType (não é realmente uma fonte)
[.filename]#.fon#, [.filename]#.fnt#::
Fontes de tela bitmapped
O arquivo [.filename]#.fot# é usado pelo Windows(R) como um tipo de link simbólico para o arquivo de fonte TrueType(R) real ([.filename]#.ttf#). Os arquivos de fonte [.filename]#.fon# também são usados pelo Windows. Não conheço uma maneira de usar esse formato de fonte no FreeBSD.
[[font-formats]]
== Quais Formatos de Fonte eu Posso Utilizar?
O formato de arquivo de fonte mais adequado depende do aplicativo utilizado. O FreeBSD por si só não utiliza fontes. Programas de aplicativos e/ou drivers podem fazer uso dos arquivos de fonte. Aqui está uma pequena referência cruzada de aplicativos/drivers para os sufixos de tipo de fonte:
Driver::
vt:::
[.filename]#.hex#
syscons:::
[.filename]#.fnt#
Aplicação::
Ghostscript:::
[.filename]#.pfa#, [.filename]#.pfb#, [.filename]#.ttf#
X11:::
[.filename]#.pfa#, [.filename]#.pfb#
Groff:::
[.filename]#.pfa#, [.filename]#.afm#
Povray:::
[.filename]#.ttf#
O sufixo [.filename]#.fnt# é bastante utilizado. Eu suspeito que sempre que alguém quisesse criar um arquivo de fonte especializado para seu aplicativo, na maioria das vezes escolhia esse sufixo. Portanto, é provável que os arquivos com esse sufixo não sejam todos do mesmo formato; especificamente, os arquivos [.filename]#.fnt# usados pelo syscons no FreeBSD podem não ser do mesmo formato que um [.filename]#.fnt# encontrado no ambiente MS-DOS(R)/Windows(R). Não fiz nenhuma tentativa de usar outros arquivos [.filename]#.fnt# além daqueles fornecidos com o FreeBSD.
[[virtual-console]]
== Configurando um Console Virtual para o Modo de Linhas 80x60
Primeiramente, uma fonte 8x8 deve ser carregada. Para isso, o arquivo [.filename]#/etc/rc.conf# deve conter a linha (mude o nome da fonte para um apropriado para sua localização):
[.programlisting]
....
font8x8="iso-8x8" # font 8x8 from /usr/share/syscons/fonts/* (or NO).
....
O comando para realmente mudar o modo é man:vidcontrol[1]:
[source, shell]
....
% vidcontrol VGA_80x60
....
Vários programas orientados a tela, como man:vi[1], devem ser capazes de determinar as dimensões atuais da tela. Como isso é alcançado por meio de chamadas `ioctl` para o driver do console (como man:syscons[4]), eles determinarão corretamente as novas dimensões da tela.
Para tornar isso mais contínuo, é possível incorporar esses comandos nos scripts de inicialização para que ocorram durante a inicialização do sistema. Para fazer isso, adicione esta linha ao arquivo [.filename]#/etc/rc.conf#.
[.programlisting]
....
allscreens_flags="VGA_80x60" # Set this vidcontrol mode for all virtual screens
....
Referências: man:rc.conf[5], man:vidcontrol[1].
[[type1-fonts-x11]]
== Usando fontes Type 1 com o X11
O X11 pode usar fontes em formato [.filename]#.pfa# ou [.filename]#.pfb#. As fontes X11 estão localizadas em vários subdiretórios em [.filename]#/usr/X11R6/lib/X11/fonts#. Cada arquivo de fonte é cruzado com seu nome X11 pelos conteúdos de [.filename]#fonts.dir# em cada diretório.
Já existe um diretório chamado [.filename]#Type1#. A maneira mais direta de adicionar uma nova fonte é colocá-la neste diretório. Uma maneira melhor é manter todas as novas fontes em um diretório separado e usar um link simbólico para a fonte adicional. Isso permite que você mantenha um controle mais fácil das suas fontes sem confundir com as fontes fornecidas originalmente. Por exemplo:
[source, shell]
....
Crie um diretório para conter os arquivos de fonte
% mkdir -p /usr/local/share/fonts/type1
% cd /usr/local/share/fonts/type1
Coloque aqui os arquivos .pfa, .pfb e .afm
Pode ser desejável manter arquivos readme e outras documentações
para as fontes aqui também
% cp /cdrom/fonts/atm/showboat/showboat.pfb .
% cp /cdrom/fonts/atm/showboat/showboat.afm .
Mantenha um índice para cruzar as fontes de referência.
% echo showboat - InfoMagic CICA, Dec 1994, /fonts/atm/showboat >>INDEX
....
Agora, para usar uma nova fonte com o X11, é necessário tornar o arquivo de fonte disponível e atualizar os arquivos de nome de fonte. Os nomes das fontes X11 se parecem com:
[.programlisting]
....
-bitstream-charter-medium-r-normal-xxx-0-0-0-0-p-0-iso8859-1
| | | | | | | | | | | | \ \
| | | | | \ \ \ \ \ \ \ +----+- character set
| | | | \ \ \ \ \ \ \ +- average width
| | | | \ \ \ \ \ \ +- spacing
| | | \ \ \ \ \ \ +- vertical res.
| | | \ \ \ \ \ +- horizontal res.
| | | \ \ \ \ +- points
| | | \ \ \ +- pixels
| | | \ \ \
foundry family weight slant width additional style
....
Um novo nome precisa ser criado para cada nova fonte. Se você tiver alguma informação da documentação que acompanha a fonte, ela pode servir como base para criar o nome. Se não houver informações disponíveis, você pode ter uma ideia usando o comando man:strings[1] no arquivo de fonte. Por exemplo:
[source, shell]
....
% strings showboat.pfb | more
%!FontType1-1.0: Showboat 001.001
%%CreationDate: 1/15/91 5:16:03 PM
%%VMusage: 1024 45747
% Generated by Fontographer 3.1
% Showboat
1991 by David Rakowski. Alle Rechte Vorbehalten.
FontDirectory/Showboat known{/Showboat findfont dup/UniqueID known{dup
/UniqueID get 4962377 eq exch/FontType get 1 eq and}{pop false}ifelse
{save true}{false}ifelse}{false}ifelse
12 dict begin
/FontInfo 9 dict dup begin
/version (001.001) readonly def
/FullName (Showboat) readonly def
/FamilyName (Showboat) readonly def
/Weight (Medium) readonly def
/ItalicAngle 0 def
/isFixedPitch false def
/UnderlinePosition -106 def
/UnderlineThickness 16 def
/Notice (Showboat
1991 by David Rakowski. Alle Rechte Vorbehalten.) readonly def
end readonly def
/FontName /Showboat def
--stdin--
....
Usando essas informações, um possível nome poderia ser:
[source, shell]
....
-type1-Showboat-medium-r-normal-decorative-0-0-0-0-p-0-iso8859-1
....
Os componentes do nosso nome são:
Companhia::
Vamos apenas nomear todas as novas fontes como `type1`.
Família::
O nome da fonte.
Densidade::
Normal, negrito (bold), médio (medium), seminegrito (semibold), etc. Pelos resultados do comando man:strings[1] mostrados acima, parece que esta fonte tem um peso __médio__ (medium).
Inclinação::
__r__omano (roman), __i__talico (italic), __o__blíquo (oblique), etc. Já que o ângulo de itálico (_ItalicAngle_) é zero, será usada a versão romana (_roman_).
Largura::
Normal, ampla (wide), condensada (condensed), estendida (extended), etc. Até que possa ser examinada, a suposição será de que a fonte é __normal__.
Estilo Adicional::
Frequentemente omitido, mas isso indicará que a fonte possui letras maiúsculas decorativas.
Espaçamento::
Proporcional (proportional) ou espaçamento fixo (monospaced). Será usada a versão _proporcional_, já que o valor de _isFixedPitch_ é falso.
Todos esses nomes são arbitrários, mas deve-se procurar ser compatível com as convenções existentes. Uma fonte é referenciada pelo nome, com possíveis curingas (wildcards) por um programa X11, então o nome escolhido deve fazer algum sentido. Pode-se começar simplesmente usando
[source, shell]
....
...-normal-r-normal-...-p-...
....
esse nome, e depois usar o comando man:xfontsel[1] para examiná-lo e ajustar o nome com base na aparência da fonte.
Então, para completar nosso exemplo:
[source, shell]
....
Torne a fonte acessível ao X11.
% cd /usr/X11R6/lib/X11/fonts/Type1
% ln -s /usr/local/share/fonts/type1/showboat.pfb .
Edite o arquivo fonts.dir e fonts.scale, adicionando a linha que descreve a fonte
e incrementando o número de fontes que é encontrado na primeira linha.
% ex fonts.dir
:1p
25
:1c
26
.
:$a
showboat.pfb -type1-showboat-medium-r-normal-decorative-0-0-0-0-p-0-iso8859-1
.
:wq
O arquivo fonts.scale parece ser idêntico ao fonts.dir...
% cp fonts.dir fonts.scale
Informe ao X11 que as coisas mudaram.
% xset fp rehash
Examine a nova fonte
% xfontsel -pattern -type1-*
....
Referências: man:xfontsel[1], man:xset[1], The X Windows System in a Nutshell, http://www.ora.com/[O'Reilly & Associates].
[[type1-fonts-ghostscript]]
== Usando Fontes Type 1 com Ghostscript
O Ghostscript referencia uma fonte por meio de seu arquivo [.filename]#Fontmap#. Este arquivo deve ser modificado de maneira semelhante ao arquivo [.filename]#fonts.dir# do X11. O Ghostscript pode usar fontes em formato [.filename]#.pfa# ou [.filename]#.pfb#. Usando a fonte do exemplo anterior, aqui está como usá-la com o Ghostscript:
[source, shell]
....
Coloque a fonte no diretório de fontes do Ghostscript.
% cd /usr/local/share/ghostscript/fonts
% ln -s /usr/local/share/fonts/type1/showboat.pfb .
Edite o arquivo Fontmap para que o Ghostscript saiba sobre a fonte
% cd /usr/local/share/ghostscript/4.01
% ex Fontmap
:$a
/Showboat (showboat.pfb) ; % From CICA /fonts/atm/showboat
.
:wq
Use o Ghostscript para examinar a fonte.
% gs prfont.ps
Aladdin Ghostscript 4.01 (1996-7-10)
Copyright (C) 1996 Aladdin Enterprises, Menlo Park, CA. All rights
reserved.
This software comes with NO WARRANTY: see the file PUBLIC for details.
Loading Times-Roman font from /usr/local/share/ghostscript/fonts/tir_____.pfb...
/1899520 581354 1300084 13826 0 done.
GS>Showboat DoFont
Loading Showboat font from /usr/local/share/ghostscript/fonts/showboat.pfb...
1939688 565415 1300084 16901 0 done.
>>showpage, press <return> to continue<<
>>showpage, press <return> to continue<<
>>showpage, press <return> to continue<<
GS>quit
....
Referências: arquivo [.filename]#fonts.txt# na distribuição do Ghostscript 4.01
[[type1-fonts-groff]]
== Usando Fontes Type 1 com o Groff
Agora que a nova fonte pode ser usada tanto pelo X11 quanto pelo Ghostscript, como se pode usá-la com o groff? Em primeiro lugar, uma vez que estamos lidando com fontes PostScript(R) type 1, o dispositivo groff que é aplicável é o dispositivo _ps_. Um arquivo de fonte deve ser criado para cada fonte que o groff possa usar. Um nome de fonte groff é apenas um arquivo em [.filename]#/usr/share/groff_font/devps#. Em nosso exemplo, o arquivo de fonte poderia ser [.filename]#/usr/share/groff_font/devps/SHOWBOAT#. O arquivo deve ser criado usando ferramentas fornecidas pelo groff.
A primeira ferramenta é `afmtodit`. Ela não costuma ser instalada por padrão, então é necessário obtê-la da distribuição de origem. Descobri que precisei alterar a primeira linha do arquivo, então fiz o seguinte:
[source, shell]
....
% cp /usr/src/gnu/usr.bin/groff/afmtodit/afmtodit.pl /tmp
% ex /tmp/afmtodit.pl
:1c
#!/usr/bin/perl -P-
.
:wq
....
Essa ferramenta criará o arquivo de fonte do groff a partir do arquivo de métricas (sufixo [.filename]#.afm#). Continuando com nosso exemplo:
[source, shell]
....
Muitos arquivos .afm estão no formato Mac, com linhas delimitadas por ^M.
É necessário convertê-los para o estilo UNIX(R), com linhas delimitadas por ^J.
% cd /tmp
% cat /usr/local/share/fonts/type1/showboat.afm |
tr '\015' '\012' >showboat.afm
Agora crie o arquivo de fonte do groff.
% cd /usr/share/groff_font/devps
% /tmp/afmtodit.pl -d DESC -e text.enc /tmp/showboat.afm generate/textmap SHOWBOAT
....
A fonte agora pode ser referenciada pelo nome SHOWBOAT.
Se o Ghostscript for usado para controlar as impressoras no sistema, então nada mais precisa ser feito. No entanto, se forem usadas impressoras PostScript(R) reais, a fonte deve ser baixada para a impressora para que a fonte seja usada (a menos que a impressora tenha a fonte showboat incorporada ou em um disco de fonte acessível). O último passo é criar uma fonte transferível. A ferramenta `pfbtops` é usada para criar o formato [.filename]#.pfa# da fonte, e o arquivo [.filename]#download# é modificado para referenciar a nova fonte. O arquivo [.filename]#download# deve fazer referência ao nome interno da fonte. Isso pode ser facilmente determinado a partir do arquivo de fonte do groff, como ilustrado:
[source, shell]
....
Crie o arquivo de fonte .pfa.
% pfbtops /usr/local/share/fonts/type1/showboat.pfb >showboat.pfa
....
Claro, se o arquivo [.filename]#.pfa# já estiver disponível, basta usar um link simbólico para fazer referência a ele.
[source, shell]
....
Obtenha o nome interno da fonte
% fgrep internalname SHOWBOAT
internalname Showboat
Informe ao groff que a fonte deve ser baixada.
% ex download
:$a
Showboat showboat.pfa
.
:wq
....
Para testar a fonte:
[source, shell]
....
% cd /tmp
% cat >exemplo.t <<EOF
.sp 5
.ps 16
Este é um exemplo da fonte Showboat:
.br
.ps 48
.vs (\n(.s+2)p
.sp
.ft SHOWBOAT
ABCDEFGHI
.br
JKLMNOPQR
.br
STUVWXYZ
.sp
.ps 16
.vs (\n(.s+2)p
.fp 5 SHOWBOAT
.ft R
Para usá-lo como a primeira letra de um parágrafo, ficará assim:
.sp 50p
\s(48\f5H\s0\fRqui está a primeira frase de um parágrafo que usa a
fonte showboat como a primeira letra.
Deve-se usar espaço vertical adicional para permitir espaço para a letra maior.
EOF
% groff -Tps example.t > exemplo.ps
Para usar o ghostscript/ghostview
% ghostview example.ps
Para imprimir:
% lpr -Ppostscript example.ps
....
Referências: [.filename]#/usr/src/gnu/usr.bin/groff/afmtodit/afmtodit.man#, man:groff_font[5], man:groff_char[7], man:pfbtops[1].
[[convert-truetype]]
== Convertendo Fontes TrueType para um Formato groff/PostScript para o Groff
Isso pode requerer um pouco de trabalho, simplesmente porque depende de algumas ferramentas que não são instaladas como parte do sistema base. Elas são:
`ttf2pf`::
Utilitários de conversão de TrueType para PostScript. Isso permite a conversão de uma fonte TrueType para um arquivo de métricas de fonte ascii ([.filename]#.afm#).
+
Disponível atualmente em http://sunsite.icm.edu.pl/pub/GUST/contrib/BachoTeX98/ttf2pf/[http://sunsite.icm.edu.pl/pub/GUST/contrib/BachoTeX98/ttf2pf/]. Observe: esses arquivos são programas PostScript e devem ser baixados para o disco mantendo pressionada a tecla kbd:[Shift] ao clicar no link. Caso contrário, o seu navegador pode tentar abrir o ghostview para visualizá-los.
+
Os arquivos de interesse são:
** [.filename]#GS_TTF.PS#
** [.filename]#PF2AFM.PS#
** [.filename]#ttf2pf.ps#
+
A utilização de letras maiúsculas e minúsculas engraçadas deve-se ao fato de serem destinadas também para shells do DOS. O arquivo [.filename]#ttf2pf.ps# faz uso dos outros em letras maiúsculas, então qualquer renomeação deve ser consistente com isso. (Na verdade, os arquivos [.filename]#GS_TTF.PS# e [.filename]#PFS2AFM.PS# supostamente fazem parte da distribuição do Ghostscript, mas é fácil usá-los como uma fonte isolada. O FreeBSD não parece incluir o último.) Você também pode querer tê-los instalados em [.filename]#/usr/local/share/groff_font/devps#(?).
`afmtodit`::
A ferramenta `afmtodit` é utilizada para criar arquivos de fonte para o groff a partir de um arquivo métrico de fonte em formato ASCII ([.filename]#.afm#). Normalmente, essa ferramenta está localizada no diretório [.filename]#/usr/src/contrib/groff/afmtodit#, mas normalmente exige alguma configuração para funcionar corretamente.
+
[NOTE]
====
Se você está preocupado com a segurança de trabalhar no diretório [.filename]#/usr/src#, basta copiar o conteúdo do diretório acima para uma localização de trabalho.
====
+
Na área de trabalho, você precisará compilar o utilitário. Apenas digite:
+
[source, shell]
....
# make -f Makefile.sub afmtodit
....
+
Você também pode precisar copiar o arquivo [.filename]#/usr/contrib/groff/devps/generate/textmap# para [.filename]#/usr/share/groff_font/devps/generate# se ele ainda não existir.
Depois que todos esses utilitários estiverem no lugar, você está pronto para começar:
. Crie o arquivo [.filename]#.afm# digitando:
+
[source, shell]
....
% gs -dNODISPLAY -q -- ttf2pf.ps TTF_name PS_font_name AFM_name
....
+
Onde _TTF_nome_ é o nome do arquivo da sua fonte TrueType, _nome_fonte_PS_ é o nome do arquivo para [.filename]#.pfa#, _nome_AFM_ é o nome desejado para [.filename]#.afm#. Se você não especificar os nomes de arquivo de saída para os arquivos [.filename]#.pfa# ou [.filename]#.afm#, então nomes padrão serão gerados a partir do nome do arquivo da fonte TrueType.
+
Isso também produz um arquivo [.filename]#.pfa#, o arquivo de métricas de fonte PostScript em formato ASCII ([.filename]#.pfb# é para a forma binária). Isso não será necessário, mas poderia (eu acredito) ser útil para um servidor de fontes.
+
Por exemplo, para converter a fonte de código de barras 30f9 usando o nome de arquivo padrão, use o seguinte comando:
+
[source, shell]
....
% gs -dNODISPLAY -- ttf2pf.ps 3of9.ttf
Aladdin Ghostscript 5.10 (1997-11-23)
Copyright (C) 1997 Aladdin Enterprises, Menlo Park, CA. All rights reserved.
This software comes with NO WARRANTY: see the file PUBLIC for details.
Converting 3of9.ttf to 3of9.pfa and 3of9.afm.
....
+
Se você quer que as fontes convertidas sejam armazenadas em [.filename]#A.pfa# e [.filename]#B.afm#, use o seguinte comando:
+
[source, shell]
....
% gs -dNODISPLAY -- ttf2pf.ps 3of9.ttf A B
Aladdin Ghostscript 5.10 (1997-11-23)
Copyright (C) 1997 Aladdin Enterprises, Menlo Park, CA. All rights reserved.
This software comes with NO WARRANTY: see the file PUBLIC for details.
Converting 3of9.ttf to A.pfa and B.afm.
....
. Crie o arquivo groff PostScript:
+
Acesse o diretório `/usr/share/groff_font/devps` para facilitar a execução do seguinte comando. É provável que você precise de privilégios de root para executá-lo. (Ou, se você é paranoico em relação a trabalhar lá, certifique-se de que os arquivos `DESC`, `text.enc` e `generate/textmap` estejam localizados neste diretório.)
+
[source, shell]
....
% afmtodit -d DESC -e text.enc file.afm generate/textmap PS_font_name
....
+
Onde, [.filename]#file.afm# é o _AFM_name_ criado pelo `ttf2pf.ps` acima, e _PS_font_name_ é o nome da fonte usado no comando anterior, bem como o nome que man:groff[1] usará para referenciar essa fonte. Por exemplo, assumindo que você usou o primeiro `tiff2pf.ps` acima, a fonte Barcode 3of9 pode ser criada usando o comando:
+
[source, shell]
....
% afmtodit -d DESC -e text.enc 3of9.afm generate/textmap 3of9
....
+
Certifique-se de que o arquivo _PS_font_name_ resultante (por exemplo, [.filename]#3of9# no exemplo acima) esteja localizado no diretório [.filename]#/usr/share/groff_font/devps# movendo ou copiando-o para lá.
+
Observe que, se o [.filename]#ttf2pf.ps# atribuir um nome de fonte usando o que ele encontra no arquivo de fonte TrueType e você desejar usar um nome diferente, será necessário editar o arquivo [.filename]#.afm# antes de executar o `afmtodit`. Este nome também deve corresponder ao usado no arquivo Fontmap se você quiser redirecionar o man:groff[1] para o man:gs[1].
[[truetype-for-other-programs]]
== As Fontes TrueType Podem ser Usadas com Outros Programas?
O formato de fonte TrueType é utilizado pelo Windows, Windows 95 e Mac's. É bastante popular e há uma grande quantidade de fontes disponíveis neste formato.
Infelizmente, há poucos aplicativos que eu conheço que podem usar este formato: o Ghostscript e o Povray vêm à mente. O suporte do Ghostscript, de acordo com a documentação, é rudimentar e os resultados provavelmente serão inferiores aos das fontes type 1. A versão 3 do Povray também tem a capacidade de usar fontes TrueType, mas eu duvido que muitas pessoas estejam criando documentos como uma série de páginas renderizadas em raytracing :-).
Essa situação um tanto quanto desanimadora pode mudar em breve. O http://www.freetype.org/[Projeto FreeType] está atualmente desenvolvendo um conjunto de ferramentas FreeType úteis:
* O servidor de fontes `xfsft` para X11 pode servir fontes TrueType além de fontes regulares. Embora esteja atualmente em beta, é dito que ele é bastante utilizável. Veja a página de http://www.dcs.ed.ac.uk/home/jec/programs/xfsft/[Juliusz Chroboczek] para obter mais informações. As instruções de portabilidade para FreeBSD podem ser encontradas em http://math.missouri.edu/~stephen/software/[página de software de Stephen Montgomery].
* xfstt é outro servidor de fontes para X11, disponível em link:ftp://sunsite.unc.edu/pub/Linux/X11/fonts/[ftp://sunsite.unc.edu/pub/Linux/X11/fonts/].
* Um programa chamado `ttf2bdf` pode produzir arquivos BDF adequados para uso em um ambiente X a partir de arquivos TrueType. Binários para Linux estão disponíveis em link:ftp://crl.nmsu.edu/CLR/multiling/General/[ftp://crl.nmsu.edu/CLR/multiling/General/].
* e outros...
[[obtaining-additional-fonts]]
== Onde é possível obter fontes adicionais?
Muitas fontes estão disponíveis na Internet. Elas são completamente gratuitas ou são sharewares. Além disso, muitas fontes estão disponíveis na categoria [.filename]#x11-fonts/# na coleção de ports
[[additional-questions]]
== Questões Adicionais
* Para que servem os arquivos [.filename]#.pfm#?
* É possível gerar o arquivo [.filename]#.afm# a partir de um arquivo [.filename]#.pfa# ou [.filename]#.pfb#?
* Como gerar os arquivos de mapeamento de caracteres do groff para fontes PostScript com nomes de caracteres não-padrão?
* É possível configurar o xditview e os dispositivos devX para acessar todas as novas fontes?
* Seria bom ter exemplos de como usar fontes TrueType com o Povray e o Ghostscript.